manifesto

Imagina um lugar onde a cidadania é a tua língua.

Lá, a identidade não será apenas nacional, mas cultural, de comunicação e até de afeto.

Um espaço para debater, estudar, abrir fronteiras e criar uma nova relação entre os países de língua portuguesa. Um espaço para associações, editoras, governos, jornalistas, intelectuais e artistas.

O intercâmbio de ideias, conhecimentos e experiências trará mais força aos laços entre os países de língua portuguesa, promovendo uma compreensão profunda e contribuindo para a construção de uma comunidade mais coesa quando o território se apresenta desmaterializado e a língua não é mais um instrumento, mas sim uma verdadeira plataforma.

Ao contribuírem com o seu pensamento para este projeto, vultos da música e da literatura como Mia Couto, Lilian Schwarzc, Sérgio Godinho, Suzy Bila, Ruy Castro, Yara Monteiro, Zeca Baleiro, Mirna Queiroz, António Grassi, Djamila Ribeiro, Judite Fernandes, Laurentino Gomes, entre mais de uma centena de personalidades dos quatro continentes, definem um universo de possibilidades.

Agora é preciso planear com rigor, captar recursos e o envolvimento dos atores governamentais, instituições académicas, empresas e sociedade civil, para que este esforço conjunto torne essa visão em realidade e aproveite todo o potencial que esta casa tem para oferecer.

áreas de atuação

1. inclusão e diversidade

“A língua portuguesa como instrumento de inclusão e diversidade”: Explorar a importância da língua portuguesa na promoção da inclusão social, respeito pela diversidade cultural e entendimento mútuo entre as comunidades lusófonas

2.construção de identidades

“A literatura lusófona e a construção de identidades”: Analisar como a literatura lusófona contribui para a formação e transformação das identidades culturais e nacionais nos países de língua portuguesa.

3. intercâmbio cultural

“Língua portuguesa e intercâmbio cultural”: Investigar o papel da língua portuguesa como catalisador de intercâmbio cultural e artístico entre os países lusófonos e como a língua pode ser utilizada para estabelecer conexões mais profundas e duradouras.

4. engajamento cívico

“O poder da palavra: literatura e engajamento cívico”: Discutir o papel da literatura na promoção da cidadania, engajamento político e social, e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária

5. língua nas diásporas

Preservação e revitalização da língua portuguesa nas diásporas lusófonas”: Explorar as estratégias e iniciativas que podem ser implementadas para preservar e revitalizar a língua portuguesa nas comunidades diaspóricas, garantindo sua continuidade e vitalidade.

5. educação e formação em língua portuguesa

Desenvolvendo competências para o futuro”: Discutir o papel da educação e formação em língua portuguesa na preparação das novas gerações para um mundo globalizado e interconectado, e na promoção da cidadania da língua.

6. narrativas transnacionais

Narrativas transnacionais: histórias além-fronteiras”: Analisar como as histórias e experiências de migração, diáspora e interação cultural podem ser narradas através da literatura, contribuindo para uma compreensão mais profunda da experiência lusófona transnacional.

7. língua e tecnologia

Explorando novas formas de expressão e comunicação”: Investigar o impacto das tecnologias digitais na língua portuguesa e na literatura lusófona, bem como as oportunidades e desafios que estas tecnologias apresentam para a promoção da cidadania da língua.

8. mulheres e língua portuguesa

Mulheres e língua portuguesa: expressão, empoderamento e transformação”: Focar na contribuição das mulheres na literatura lusófona e na promoção da língua portuguesa, destacando o papel da escrita feminina na expressão, empoderamento e transformação social.

9. as línguas minoritárias

As línguas marginalizadas dentro do seu espaço vital nos territórios. As outras línguas vivendo na prevalência oficial e na ausência real. Os falantes de outra língua funcional, mas não oficial.

10. literatura infanto juvenil

Explorar o potencial da literatura infanto juvenil na promoção da cidadania da língua e na formação de leitores conscientes e engajados com as questões culturais e sociais que afetam as comunidades lusófonas.

11. as artes performativas e a língua portuguesa

Analisar o papel das artes performativas na construção de identidades culturais e na promoção da cidadania da língua, bem como as oportunidades e desafios que estas formas de expressão apresentam para a promoção da língua portuguesa.

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o que foi

Em meados do século XX, aquela residência era palco de tertúlias, onde se reuniam intelectuais, pensadores e artistas

A casa foi a moradia do poeta João José Cochofel integrou e fomentou a primeira geração de escritores do neorrealismo coimbrão. Foi um ilustre poeta, ensaísta, crítico literário e musical e figura incontornável do neorrealismo português.

O seu nome está profundamente ligado à renovação da cultura portuguesa no que ela significa de empenhamento social e político, de militância cívica e afirmação ideológica, de busca de uma identidade coletiva.

Assim, em meados do século XX, aquela residência era palco de tertúlias, onde se reuniam intelectuais, pensadores e artistas como: Joaquim Namorado, Fernando Namora, Paulo Quintela, Afonso Duarte, Miguel Torga, Carlos de Oliveira, Álvaro Feijó, Vitorino Nemésio, Fernando Lopes Graça, Michael Giacometti, José Gomes Ferreira, Mário Dionísio, Arquimedes da Silva Santos, Eduardo Lourenço, Mário Soares e Maria Barroso, apenas para citar alguns – todos eles, com a sua irreverência, contribuíram para transformar a sociedade amordaçada daquele tempo.

o que quer ser

Um espaço sem fronteiras, descolonizado e inovador, que possa promover a cooperação e a troca de ideias entre Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa

A casa da cidadania da língua quer ser um espaço de reflexão e ação para a construção de um futuro mais promissor para Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa. Com a finalidade de debater e enfrentar os desafios que se apresentam para essas regiões, a casa quer assumir um papel central como centro de discussões e produção de um novo pensamento crítico.

Um espaço sem fronteiras, descolonizado e inovador, que possa promover a cooperação e a troca de ideias entre Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa, bem como entre diferentes regiões do mundo. O objetivo é buscar e apoiar novas ideias e soluções para os desafios que se apresentam, contribuindo intelectualmente e em ações para o esforço dessas duas regiões em despontar como um ator no novo mundo que está emergindo.

Um espaço de defesa da democracia e dos valores universais, promovendo o diálogo intercultural e a troca de experiências entre Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa e outras regiões do mundo. O objetivo é contribuir para a construção de uma nova arquitetura social global que valorize a democracia, a diversidade cultural, a igualdade e a justiça social.